
"Escrevo-me. Escrevo que existo, onde sinto. E o que sinto é o que existo e o que sou. Escrevo-me nas palavras mais ridículas: amor, esperança, estrelas, e nas palavras mais belas, claridade, pureza, céu. Tranformo-me todo em palavras."
Mais um livro de José Luís Peixoto e desta vez as expectativas eram muitas,após uma leitura que apelidaria de relâmpago do Cemitério de Pianos. Confesso que estive quase a desistir , não sei se pela tentação de uma mesinha de cabeceira repleta ou por em determinados momentos este livro se revelar monótono e mesmo entediante. Fico contente por não o ter feito e por me ter obrigado a lê-lo!De uma forma que diria fantasista, este livro transporta-nos até um mundo de dor profunda, de terror, de medo, de morte, de escuridão, de degradação humana. Contudo também nele podemos encontrar ao mesmo tempo, como faces da mesma moeda o amor, a amizade e a poesia!Tenho que agradecer ao ALGUÉM que me deu a conhecer José Luís Peixoto! Obrigado!!! Deste-me a conhecer uma bela,cativante e poética forma de escrever, que algumas vezes nos choca e outras nos comove. Uma forma de escrever que nos faz viajar através de sensações, de sons, de imagens de um modo tão intenso.